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O valor alvo para o Bitcoin nunca foi $1.000, $5.000 ou $10.000. É de $100.000 a $1.000.000

 

Lançamento de um foguete representando o valor do Bitcoin.

 

O ano de 2013 marcou a primeira vez em que o valor do Bitcoin atingiu mais de dois dígitos: nos dois primeiros dias de abril, a criptomoeda foi de US$99 para US$107, contra os US$12 de apenas quatro meses antes. Sete dias depois, já havia escalado para US$213. Foi o mês de novembro, no entanto, que fez história: o preço do BTC chegou nos quatro dígitos, sendo negociado por impressionantes US$1.132. Por conta dessa ocasião, no dia 4 de dezembro – o penúltimo daquele ano a cotar a moeda virtual ainda dentro da casa dos mil dólares – publicamos uma adaptação deste artigo, de março do mesmo ano, falando sobre o valor alvo para o Bitcoin. Atualizamos os valores originais para o contexto após o marco de US$1.000. As primeiras linhas diziam:

“Muitas pessoas estão confusas sobre o fato do Bitcoin subir mais de 1.000% desde o começo do ano (2013). Atualmente, ele está em $1.100 dólares e subindo rápido. Vejo pessoas apenas olhando para os números e tentando adivinhar onde as coisas vão parar. Eu vejo palpites de $1.000, $2.000, até mesmo $5.000”.

Quando o texto original foi publicado por Rick Falkvinge, a moeda valia US$41.50 – e isso já foi motivo de alvoroço para os entusiastas. Ele dizia que os palpites eram de US$50, US$100, US$150, ou mesmo US$1.000. Menos de um ano depois, a mais ousada das previsões já era realidade. Uma pesquisa rápida no Google, segmentando os resultados entre 2009 e março de 2013 (data de publicação do texto), mostra que o autor foi o primeiro a pensar grande e dizer que o preço do BTC estava destinado aos US$100.000 – se não US$1.000.000. Hoje, sua previsão não só parece estar mais perto da realidade, mas também encontrou o apoio de outros especialistas, investidores e entusiastas.

Não é novidade para ninguém: desde seu surgimento, em 2009, a criação de Satoshi Nakamoto está sujeita à altíssima volatilidade. O valor do Bitcoin já passou por ascensões muito altas e quedas violentas. No entanto, possivelmente 2018 tenha sido o ano mais polêmico de sua história – não por conta dos preços em si, considerando que seu valor máximo de US$20.000 ocorreu em dezembro de 2017, mas sim pela popularidade.

Nunca se falou tanto em Bitcoin, blockchain e criptomoedas. Em razão disso, reunimos aqui o que os especialistas dizem hoje, bem como motivos para acreditar nas ousadas previsões e possíveis fatores para que ela ainda não tenha se concretizado.

Tenha em mente, no entanto, que nenhuma informação contida aqui consiste em aconselhamento para investimentos.

 

Separador de texto - valor do Bitcoin

 

Uma breve contextualização

Mais uma vez, o Bitcoin despencou após alcançar seu maior valor de todos os tempos. Os US$20.000 de dezembro de 2017 foram seguidos de quase um ano e meio de preocupação para os investidores, que viram seus ativos perder mais de 80% de seu valor em 2018.

 

No fundo do poço

O Bitcoin encerrou o ano de 2018 valendo cerca de US$3.500. Para alguns, a bolha parecia ter estourado. Para outros, era só mais uma fase – estes, movidos pela crença de que seria como em 2017, um mês antes do pico máximo, ou como entre fevereiro e março de 2018, quando a cotação pulou de US$6.000 para US$11.000. Possivelmente um dos principais fatores foi o anúncio de fechamento da corretora japonesa Mt.Gox, considerada a maior do mundo, que faliu após um ataque de hackers. Outro importante motivo, supostamente, foram os pedidos de melhorias que o órgão de serviços financeiros japonês, FSA, enviou a algumas das principais corretoras do país. Um terceiro fato de grande repercussão foi a notícia de que a alta do Bitcoin em 2017 foi resultado de uma manipulação do Tether, uma criptomoeda ancorada no dólar americano, operando na proporção de 1:1.

 

A montanha russa do Bitcoin não é novidade

O vídeo a seguir traça um panorama histórico dos altos e baixos do Bitcoin, apontando a possibilidade de um padrão de comportamento da criptomoeda.

 

 

Algumas previsões otimistas

A previsão de Falkvinge segue o seguinte raciocínio:

“Quando você conhece o tamanho do mercado, e tem uma estimativa da sua participação no mercado alvo, você pode estimar o valor do produto ou serviço pela porcentagem de participação no mercado alvo”.

Deste modo, na época em que o autor fez os cálculos o mercado de moedas transacionais (do qual o Bitcoin faz parte, tanto quanto as moedas fiduciárias) era estimado em cerca de US$69 trilhões – ou seja, esta era a quantia de dinheiro em circulação no mundo. Para ele, era razoável acreditar que o Bitcoin pode conquistar de 1% a 10% de participação neste mercado – no primeiro caso, se conquistasse as negociações internacionais e virtuais, e no segundo, se conquistasse o segmento de varejo tradicional. O especialista considera, ainda, que parte dos investimentos no Bitcoin ficarão fora de circulação por conta dos titulares que o poupam à espera de uma valorização, elevando o valor das moedas em circulação individualmente. E conclui:

“Vamos assumir que apenas um em quatro Bitcoins é realmente usado em transações, e o restante está em algum tipo de poupança ou plano de investimento. Isso nos leva a um valor alvo de capitalização de mercado de US$600 bilhões para US$6 trilhões, a ser negociada por cerca de 6 milhões de Bitcoins, o que facilita os cálculos. Isso significa que cada criptomoeda valeria US$100.000 na menor capitalização de mercado, e US$1.000.000 na maior”.

 

Separador de texto - valor do Bitcoin

 

Outras opiniões

Tom Lee, sócio da Fundstrat, disse em janeiro de 2018 que o Bitcoin seria negociado por US$25.000 na metade do mesmo ano, por conta do crescimento da base de usuários e a chegada de mais investidores institucionais. Já o diretor executivo da Bitcoin Foundation, Llew Claasen, acreditava que o Bitcoin chegaria aos US$40.000 ainda em 2018 – mas não sem passar por boas ondas de volatilidade. Próximo deste palpite está o da pesquisa do site Finder.com, que coletou as opiniões de 13 especialistas em criptomoedas e concluiu que em dezembro de 2018 o valor do BTC estaria na casa dos US$43.000. O gerente de portfólios de criptomoedas Jeet Singh, por sua vez, previu também em janeiro de 2018 que apesar da volatilidade – vista com normalidade por ele, considerando que o mercado ainda está amadurecendo – o BTC custará US$50.000.

O fato é que nenhuma dessas previsões se concretizaram e o ano de 2018 encerrou com uma estagnação na casa de US$3.742,70.

Tim Draper, especialista em capital de risco – que acertou no palpite de que o Bitcoin chegaria a US$10.000 até 2017 –, acredita que em algum momento a criptomoeda chegará a US$100.000. Um dos gêmeos fundadores da Gemini, Cameron Winklevoss, fala em US$320.000 para daqui 10 a 20 anos. O programador John McAfee, fundador do antivírus que leva seu sobrenome, acredita que o Bitcoin chegará a US$1 milhão em 2020, segundo um modelo de precisão que leva em conta, dentre fatores como a adoção da blockchain e suas criptomoedas, a capitalização de mercado do Bitcoin – no momento do palpite, cerca de US$162 milhões. Bobby Lee, diretor executivo da primeira corretora chinesa, compartilha da visão de McAfee, porém acredita que ela se concretizará em 20 anos.

 

Razões para acreditar

Nenhum especialista ou entusiasta que leva o Bitcoin a sério afirma que ele vai alcançar preços tão altos com base apenas na própria esperança – há motivos plausíveis por trás dessas previsões.

oferta limitada a 21 milhões de BTCs será determinante para seu preço no futuro, uma vez que a criptomoeda será mais rara que o ouro ou mesmo o dinheiro.

Muitas altcoins irão desaparecer, seja por serem reveladas como esquemas, por não serem bem gerenciadas ou por não ter potencial. Desde modo, as corretoras serão mais cuidadosas ao escolher os ativos que negociarão, oferecendo, assim, mais segurança para a comunidade. Além disso, é provável que o Bitcoin torne-se um padrão do mercado, enquanto outras criptomoedas surgirão – ou continuarão – com propósitos específicos, de modo que nenhuma terá a necessidade de superar a outra.

Com as novas tecnologias – não só da blockchain – as pessoas estão transformando sua relação com o dinheiro. A ideia de ter poder sobre seus próprios ativos é cada vez mais atraente, ao passo em que depender de moedas nacionais ainda tem sido um problema para países como a Venezuela e Zimbábue, que enfrentam violentas desvalorizações. Além disso, o Bitcoin tem a capacidade de alcançar públicos que não têm acesso aos bancos.

O mercado ainda carece – mas aos poucos conquista – de investidores institucionais, trarão mais credibilidade para a criptomoeda.

Goste ou não da ideia, mas a realidade é que regulamentações dos governos podem trazer benefícios tanto para as corretoras, quanto para os investidores em termos de segurança. E isso, consequentemente, conquistará a confiança do público conservador, resultando no crescimento da adoção popular.

 

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Por que o Bitcoin ainda não alcançou os US$100.000? 

Há alguns fatores impedindo que o Bitcoin alcance todo seu potencial. Evidentemente, o primeiro dele são as quedas bruscas, que fazem com que investidores tradicionais fiquem retraídos e que novos entusiastas tenham medo de arriscar – ainda que existam aqueles que investem quando a cotação está em baixa esperando a valorização, eles não são suficientemente numerosos para movimentar o mercado da mesma maneira que ocorre quando o valor do Bitcoin está em bons momentos.

Além disso, o fato de não existir um emissor confiável por trás da criptomoeda, sujeita unicamente à especulação, afasta a maior parte do público mainstream, que deseja garantias. Por outro lado, as cada vez mais próximas regulamentações dos governos nacionais afasta uma parcela dos entusiastas do Bitcoin sob o argumento de que isso vai contra a natureza de sua tecnologia.

Finalmente, é preciso considerar também uma imagem comum, porém deturpada – segundo Luke Shipley, CEO da Zinc – de que graças ao anonimato que o BTC proporciona, ele tem sido usado para transações ilegais. Essa ideia não só resulta em um julgamento errôneo do grande público, como também faz da criptomoeda alvo de tentativas de órgãos governamentais para as proibir ou controlar. Shipley aponta que atividades ilícitas com essa moeda virtual são praticamente impossíveis hoje, uma vez que ela tornou-se facilmente rastreável pelas corretoras, além do fato de que sua própria natureza é ser o mais transparente possível.

 

O futuro ao Bitcoin pertence

O último parágrafo do texto de Falkvinge publicado aqui dizia:

“O Bitcoin certamente tem obstáculos a superar – sendo a escalabilidade e a usabilidade dois deles –, mas tem ido notavelmente bem nesses dois anos que eu venho olhando para ele. Minha previsão de chegada no mainstream por volta de 2019 continua, e ela ainda depende da conquista de uma usabilidade para todos; o valor alvo de capitalização de mercado pode ser alcançado em cerca de uma década após isso acontecer, à medida em que a tecnologia normalmente leva dez anos para ir da chegada no mainstream até a maturidade”.

Cinco anos depois, as palavras do autor fazem mais sentido que nunca: 2019 chegou, e já nos últimos dois anos temos testemunhado a adoção do Bitcoin em negócios dos mais diversos segmentos e o interesse dos governos pela tecnologia por trás da criptomoeda, bem como um gradual ganho de confiança do público geral. A revolução que o Bitcoin promoveu é um caminho sem volta, e todos nós estamos, de um jeito ou outro, imersos nela. Agora, nos resta apertar os cintos enquanto estivermos na montanha russa e esperar pelos próximos dez anos.

 

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