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Integrantes de pirâmide financeira em Curitiba ofereciam pagamentos em criptomoedas para clientes

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Polícia Civil prendeu seis suspeitos de envolvimento no caso.

 

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A Polícia Civil do Paraná cumpriu na manhã desta quarta-feira nove mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

A operação teve como foco a empresa WTI Administradora de Bens (Wolf Trade Club), com sede no bairro Água Verde em Curitiba, suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira que prometia rendimentos de 30% a 50% em três meses aos seus clientes. Estima-se que o valor adquirido pelo grupo ultrapasse os R$30 milhões. 

Até o momento, a PC prendeu seis pessoas, dentre elas dois sócios da empresa: Henrique Oldair Mendes e Hugo Félix. Outros detidos foram Kaio Guiotto (captação de clientes), Jeanine (responsável pelo setor financeiro), Antônio (sogro de Lucas de Mello Bubniak, presidente e fundador da empresa) e um segurança, preso em flagrante. 

Além de Lucas, Gabriel Mello (vice-presidente e diretor de operações), Gabriel Maximiano (diretor de tecnologia) e Caique Fontana (diretor de marketing) seguem foragidos. 

 

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De acordo com o Delegado da Polícia Civil, André Gustavo Feltes, no primeiro momento a empresa — que supostamente obtia os rendimentos operando na Bolsa de Valores — pagou seus clientes para conquistar a confiança dos mesmos. No início deste ano, no entanto, muitas pessoas deixaram de receber os valores combinados.

Segundo o advogado Walter Bino, representante dos casos  de 10 vítimas, geralmente logo após o pagamento da primeira parcela, o grupo pressionava os clientes para que reinvestissem os valores na empresa. Quando estes o faziam, no entanto, os suspeitos não pagavam os supostos lucros.

Como reflexo disso, começaram a surgir várias ações cíveis solicitando bloqueios de bens da Wolf Trade. Foi aí que o grupo começou a utilizar as criptomoedas como meio alternativo, fosse para fazer pagamentos para alguns clientes ou, segundo o Delegado Feltes, “para talvez ocultar ganhos ilícitos que tenham obtido.”

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Conversamos com uma das vítimas que, em dezembro de 2018, investiu R$60 mil reais na Wolf Trade Club. De acordo com ela, um contrato com a empresa firmava que em 4 meses a mesma iria devolver 100% do capital aportado. Na data prometida, nada foi cumprido.

“Comecei ir pra cima, perguntar e nada, eles dando prazo em cima de prazo e nada”.

Foi então que a empresa propôs pagar em criptomoeda ao cliente parte do valor investido.

“Eles vieram e me fizeram uma oferta de transferir em Bitcoin. Só que eles me transferiram em Bitcoin justamente na época que houve aquele golpe do Bitcoin Banco, e meu dinheiro ficou preso [nele]. Eles me transferiram R$15 mil, que está preso até hoje”. 

Por fim, os sócios fizeram uma reunião com o investidor prometendo quitar a dívida em no máximo 12 meses. Pagaram a primeira parcela, mas depois falaram que não tinham prazo para quitar o restante.

“Eles sempre informaram que não se tratava de um golpe, que não estavam se aproveitando do dinheiro. […] Realmente se tratava de um golpe e infelizmente caímos”, afirmou a vítima. 

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Como identificar pirâmides financeiras

O Delegado da Polícia Civil relatou que a delegacia já recebeu outras denúncias de pessoas que estão tendo problemas com golpes e pirâmides financeiras envolvendo criptomoedas. 

Em entrevista exclusiva à nossa equipe, Feltes contou que o princípio é geralmente o mesmo: a pessoa ganha dinheiro por um período, indica a empresa para amigos e aplica mais até o momento em que deixa de receber os pagamentos.

“A gente orienta a pesquisar a empresa ou a pessoa que está ofertando, se tem as autorizações necessárias dos órgãos de regulação. Pesquisar a solidez da empresa, capital social, sede. Normalmente, essas empresas que praticam golpes tentam ocultar os legítimos proprietários, a sede normalmente não é própria, é locada, e tem um capital social que passa de um ano pro outro a um aumento muito expressivo”, disse o Delegado, indicando que esses podem ser indicativos de uma possível fraude.

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Quem procurar 

Finalmente, Feltes explicou que, dependendo do caso, a pessoa lesada por esse tipo de situação deve procurar a Polícia Civil ou a Polícia Federal, além de denunciar a empresa à CVM.

 

 

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