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Claudio Oliveira - Grupo Bitcoin Banco

Cláudio Oliveira admite crise em entrevista e diz que espera normalizar pagamentos em 2020

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Nesta quinta-feira (3), o empresário Cláudio Oliveira, proprietário do Grupo Bitcoin Banco (GBB), concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal Valor Investe. A plataforma Bitcoin Banco está sem pagar seus clientes desde maio deste ano. Oliveira admitiu que há um problema de liquidez, mas garantiu que ele será normalizado em 2020.

De acordo com o empresário, o problema com os saques foi motivado principalmente por uma fraude no sistema da empresa. Supostamente, diversos clientes teriam explorado uma vulnerabilidade técnica para duplicar seus saldos, resultando em um prejuízo de aproximadamente R$50 milhões.

Apesar de não possuir provas até o momento, Cláudio afirmou que aguarda um laudo da auditoria da EY para comprovar o ataque. 

O dono do GBB disse ainda, durante a entrevista, que possuía ativos imobiliários na Europa e saldo em investimentos na Suíça, os quais foram perdidos com as movimentações que fez dentro do grupo, mas que tem também diversos outros negócios, como alguns mercados em Curitiba e um hotel sem, no entanto, fornecer detalhes ou valores. 

Oliveira se comprometeu em honrar o investimento inicial de cada cliente afetado, mas não quis explicar como chegou ao atual cenário, muito menos como sairá desta situação. 

 

Separador de texto - Bitcoin Banco

 

Cláudio, que também é dono das plataformas NegocieCoins e TemBTC, já fez diversas promessas de solução para quitar suas dívidas com os investidores que têm dinheiro aplicado na GBB.

Entre elas está o pagamento dos saldos bloqueados por meio de mercadorias. Além disso, recentemente o GBB anunciou que havia criado a nova plataforma NegocieCoins Pro, na qual seria possível sacar até R$ 5 mil e 1 BTC mensalmente. 

 

Separador de texto - Bitcoin Banco

 

Dimensão do problema

O dono do GBB disse ter 150 mil clientes cadastrados nas suas três plataformas, dentre os quais 30 mil estão ativos. No entanto, os maiores problemas de pagamentos estão concentrados em 260 pessoas.  

“São só eles que agitam as reclamações. Eu já paguei quase R$200 milhões, mas quem recebe não fica falando que está tudo certo”, diz Cláudio. 

 

Separador de texto - Bitcoin Banco

 

As operações

Oliveira explicou que o Bitcoin Banco não é uma instituição financeira, mas sim um local onde faziam custódia de criptomoedas em troca de uma remuneração ao seus clientes. 

Segundo o entrevistado, o GBB firmava um contrato com seus usuários e ficava com os BTCs deles em posse para movimentar nas outras plataformas, onde ele atuava como uma espécie de “market maker” ganhando com arbitragem. 

Quando esse contrato acabava, a empresa devolvia as criptomoedas para o cliente junto com a remuneração combinada.

Cláudio explicou ainda que seu lucro nas plataformas era gerado com as taxas cobradas pelas transações que eram feitas dentro delas: 0,5% para compra ou venda e 0,9% para saques.

Por ser dono dessas duas corretoras, o empresário decidiu oferecer um desconto que permitia que seus clientes ganhassem dinheiro utilizando as plataformas. 

De acordo com ele, seria possível fazer arbitragem em outras corretoras de qualquer lugar do mundo, mas preferiu criar as suas próprias plataformas: “O meu modo de gestão é assim. Prefiro que o dinheiro circule dentro dos meus negócios”. 

 

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Luxo

Durante a entrevista cedida ao Valor Investe, que ocorreu na própria sede do GBB em Curitiba, Oliveira tomava água Evian, que custa em média R$10,00 por garrafa. 

Quando questionado sobre o pequeno luxo, respondeu: “Eu sempre tomei Evian. Isso aqui não tem nada a ver com o GBB. É o Cláudio na pessoa física”.

 

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Clientes

Em meio a essa situação, que já dura quatro meses, os clientes do Bitcoin Banco permanecem esperando que a empresa libere os valores bloqueados. Alguns já tomaram medidas legais, como um dos investidores que entrevistamos com exclusividade.

 

 


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