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Bitcoin

Qual nação vai liderar a revolução Bitcoin na América do Sul?

Muitos defensores do bitcoin compartilham a crença de que a moeda digital e sua tecnologia subjacente podem transformar radicalmente a forma como o mundo negocia.

Eles acreditam que a tecnologia pode remover as restrições que há muito tempo diminui o desenvolvimento econômico em mercados emergentes: os altos custos de remessas, moedas voláteis emitidas pelo governo e controles de capital.

Uma área que tem sido de particular interesse para a comunidade é a América do Sul, onde partidários dizem que bitcoin pode oferecer a verdadeira utilidade para os consumidores e empresários. Ambos os grupos têm buscado alternativas para moedas fiat locais e melhores maneiras de gastar o dinheiro na internet, dada a relativa falta de penetração do cartão de crédito na região.

No entanto, apesar da esperança da comunidade que a moeda digital irá prosperar na América do Sul, os desafios para o sucesso a longo prazo do bitcoin na região continuam.

Além disso, ao contrário dos EUA no cenário mundial, nenhum dos 14 países membros da região ainda têm emergido como um líder claro em termos de definição da política oficial e promover a criação de emprego, apoiando a industria.

Uma maneira de determinar a posição de destaque no ecossistema da região seria a de avaliar a adoção global do bitcoin, e os dados disponíveis publicamente são os dados de downloads do Bitcoin-QT. Os dados revelam que a Argentina e o Brasil tem surgido claramente como os lideres da América-Latina.

A carteira gratuita foi baixado quase 90 mil vezes no Brasil, onde a adoção do bitcoin é duas vezes mais alta do que na Argentina. Chile, Colômbia e Venezuela também mostram uma pequena, mas notável, população de usuários de bitcoin.

Embora estes números soam impressionantes, combinando a estimativa recente da população juntamente com este dado da Bitcoin-QT, chegamos a uma adoção de mercado inferior a 1% na Argentina e no Brasil.

No entanto, é importante levar em conta que estes dados não incluem todas as muitas carteiras bitcoin disponíveis para que a adoção global da moeda pode ser maior.

O caso do Brasil

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Independentemente do alto número de downloads da carteira no Brasil, a comunidade acredita que a nação de língua Portuguesa, solitária da região, poderia ser preparada para liderar o movimento bitcoin na américa-latina, tanto em termos de adoção, quanto em termos de regulamentação.

Steven Morell, diretor de programação da Moneero, é um empresário local, que vê um futuro brilhante para bitcoin no Brasil, apesar de sua startup de bitcoin estar centrada no Uruguai.

Morell sugeriu que bitcoin pode resolver problemas reais para os brasileiros, dizendo a CoinDesk:

O Brasil tem uma das piores situações para as pessoas com o seu dinheiro. Os brasileiros não podem enviar dinheiro para o exterior sem ser terrivelmente taxado .

Matías Bari, co-fundador da corretora SatoshiTango, sediada na Argentina, acredita que da mesma forma que a dimensão do país o torna o maior, o poder econômico também irá torná-lo um líder de mercado na região. Embora a previsão de crescimento econômico para o Brasil já viu reveses nos últimos meses, continua a ser uma potência regional e a sétima maior economia global.

“O Brasil vai ter mais influência, porque eles são 200 milhões de pessoas e uma das maiores economias do mundo. A penetração da Internet e do volume de e-commerce estão crescendo muito rápido neste país também “, disse Bari a CoinDesk.

Ainda assim, outros não são tão certo disso. Além da falta de notícias que a adoção surgiu a partir da região, alguns especialistas têm apontado para a atual situação econômica no Brasil como motivo de preocupação.

Ana Pereya, que oferece serviços de assessoria financeira para startups de bitcoin locais através de sua empresa AMP & Associates, por exemplo, cita a influência de instituições financeiras tradicionais do país como um obstáculo potencial.

Ela disse CoinDesk:

Por causa do poder das entidades financeiras [no Brasil], eu não acho que vai ser possível negociar bitcoins a menos que os bancos participem de alguma forma. É apenas o meu sentimento por experiência própria. Países sofridos no controle de câmbio nunca estão seguros.

Vantagem inicial da Argentina

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Embora o Brasil possa ser o gigante adormecido da região, até agora a Argentina foi o país mais importante da América Latina dentro da comunidade bitcoin. Isto é, em parte, devido ao número de startups que buscam atender o mercado argentino.

Empresas notáveis ​​na área incluem Bitex.la, BitPagos, SatoshiTango e Unisend, embora nem todos são baseados na Argentina, devido a preocupações sobre como trabalhar com parceiros bancários locais. Por exemplo, Unisend, uma exchange Argentina, teve suas contas encerradas em julho deste ano.

No entanto, uma série de especialistas da região acreditam que o país vai levar a frente para o uso bitcoin. Além disso, muitos na indústria acreditam que a Argentina terá o maior efeito sobre a política regional.

CEO da BitPagos, Sebastian Serrano, foi tão longe ao sugerir que a Argentina já está servindo como um modelo de sucesso para os seus vizinhos. Em particular, ele observou como a comunidade do país foi capaz de educar os legisladores locais sobre bitcoin cedo, evitando, assim, o tipo de políticas restritivas aprovadas no Equador e na Bolívia.

Serrado disse:

O banco central da Argentina não o proibiu porque eles perceberam que a comunidade era grande e eles foram educados pela comunidade.

Ainda assim, há aqueles que não são tão otimistas. Investidor de Bitcoin e residente do Equador, Paul Buitink sugeriu que “as coisas parecem mais sombrias a cada dia”, na Argentina, citando as questões Unisend relatados.

Ao contrário de seus pares, Morell do Moneero foi enfaticamente contra a idéia de que a Argentina poderia se tornar líder moeda digital da região.

Chamando de “uma ideia louca”, disse CoinDesk:

Eles estão tirando liberdades económicas e não é dia a dia, mas a cada hora. Eles estão confiscando contas e dinheiro, eles têm uma taxa de câmbio artificial, é um país altamente restrito.

A influencia da ALBA

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Apesar de muita conversa centrada em torno dos países que poderiam impactar positivamente o ecossistema do bitcoin na América Latina, a Venezuela é frequentemente citado como uma força do efeito oposto, países que influenciam a proibição do bitcoin.

Rodrigo Batista, CEO do Mercado Bitcoin, observou que a Venezuela poderia influenciar grandemente a Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA), que incluem Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e outros seis.

Batista explicou que as diferenças culturais e históricas entre estes países e outros da América Latina são enormes, e que isso poderia ter um efeito sufocante sobre a adoção do bitcoin. Ele ainda disse:

Estes países [da ALBA] teem alto nível de intervenção do governo na economia e das empresas, de modo que certamente se sentem ameaçados pela tecnologia bitcoin e qualquer outro tipo de tecnologia descentralizada.

Ele também apontou a moeda virtual da região, o SUCRE, como prova de seus controles econômicos. No final dos anos 2000, o SUCRE foi introduzido para substituir o dólar como um meio de troca, e Batista citou-o como um fator que contribui para a possivel proibição do bitcoin observada na Bolívia e no Equador.

Diante dessa história, muitos dos especialistas da CoinDesk disseram acreditar que a Venezuela é um país que em breve poderá proibir bitcoin, embora Argentina, Colômbia e Peru também foram citados.

Notavelmente, entretanto, a nação recebeu sua primeira exchange, a SurBitcoin. O banco central do país ainda precisa adotar uma posição formal sobre bitcoin.

Regulamentação está longe de ser certa

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É claro que, enquanto a indústria local especula sobre futuras decisões regulatórias, os bancos centrais regionais já começaram a pensar sobre o assunto, emitindo avisos que ecoam o sentimento de muitos outros governos ao redor do mundo.

Por exemplo, em meio a temores de que o banco central da Colômbia proibiriam o bitcoin, o banco central emitiu um alerta contra o uso da moeda digital. Argentina e Brasil também emitiram alertas ao consumidor este ano. Bolívia e Equador, por outro lado, estão se movendo para proibir o uso do bitcoin inteiramente.

Serrano observou que a política da Argentina ainda está em seus estágios iniciais, e que ainda é muito cedo para dizer o quão os legisladores do país vão regular o bitcoin. Mais dois governos locais são esperados para em breve emitirem pareceres sobre o assunto que possa influenciar uma eventual política da nação, disse ele, acrescentando:

Eu não acho que eles estão felizes sobre a existência do Bitcoin. Estamos caminhando para uma regulamentação, mas não uma proibição total.

Ainda assim, Morell observa uma questão maior, que é a forma como os bancos centrais da região têm para proibir o uso do bitcoin, sugerindo ainda que é muito cedo para dizer se qualquer país da América do Sul ainda não fechou, inteiramente, a porta para o bitcoin.

Ele concluiu:

O banco central da Bolívia não é um legislador. É apenas uma opinião? Ou esta é uma directiva? Será que ela tem a força de uma lei? Eu duvido. As leis são feitas pelos legisladores. Os bancos, por vezes, acham que eles são os legisladores, mas eles não são.

Texto traduzido da CoinDesk.

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